segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Falsidade


Quando olharás para uma casa e verás apenas um abrigo?
Quando olharás para uma peça de roupa e verás apenas um monte de fibras?
Quando olharás para um computador e verás apenas uma prisão para a tua mente?
Quando olharás para um automóvel e verás a servilidade do comodismo?
Quando olharás para o dinheiro e verás a mentira que corrompe a sociedade?
Ao invés de tudo isto porque não regessar áquele lugar onde uma pedra era um brinquedo, onde com uma bola se fazia um estádio de futebol, onde com a tua companhia vivia momentos de alegria, onde o Natal apenas servia para sonhar com uma embalagem de rebuçados?
Para onde foram esses tempos, para onde foi esse espírito?
Tudo o que vejo agora é um consumo desenfreado, uma total ganância que transformam esta quadra em não mais do que material...
Quando para mim o que me basta é uma palavra amiga, um abraço, um sorriso.
É possível ser feliz sem ter nada na palma da mão? Eu acredito que sim, basta para tal ter coração.
Feliz Natal

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Desilusão


Não sei que sentimento é este que envolve a alma, me sufoca o espírito, me escurece o dia...
É como se por trás de mim alguém espreitasse, uma paranóia no fundo da minha cabeça, um gigante que me espezinha e me faz duvidar das minhas capacidades...Rastejando pela minha pele, como um paraita que suga a minha alegria e diversão e me inunda com o mais gelado e negro dos medos, rasga-me os pensamentos com a frigidez de um assassino e leva toda a esperança na mudança que eu alento...
E cada vez me escapam mais as forças para dar o murro na mesa e dar troco a isto, oh dá-me a mão, ajuda-me a sair deste abismo em que cada vez mais me afundo...
Sê a estrela que me faz acreditar que a seguir à mais escura das noites o Sol voltará a brilhar...

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Mentira


A hipocrisia reina nos dias de hoje, parece que se privilegia a incapacidade de pensar da sociedade para assim a esta poder ser manipulada a belo prazer pelos detentores de qualquer tipo de poder, seja ele político, económico ou social, utilizando todos os outros como meros fantoches, desprovidos de toda e qualquer significância...
Enganam-nos com mentiras, alimentam-nos com a falsidade animalesca de pessoas sem escrúpulos e como nós fomos ensinados a "não morder a mão que nos alimenta" continuamos passivamente a conviver com este fingimento, quais animais selvagens famintos rendidos à facilidade da comida num inverno rigoroso oferecida por aqueles que depois nos esfolam as peles para fazer um qualquer casaco.
Confortavelmente descartados assim que não somos necessários é assim que a sociedade actual nos trata, é necessário tomar uma atitude e demonstrar que é possível sermos indomáveis e impossível agrilhoar a mais poderosa de todas as ferramentas a mente humana.

Deixo para terminar estes versos da música Full Moon Madness dos Moonspell:

"Somos memórias de lobos que rasgam a pele
Lobos que foram homens e o tornarão a ser
ou talvez memórias de homens.
que insistem em não rasgar a pele
Homens que procuram ser lobos
mas que jamais o tornarão a ser..."

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Inércia


Bem já há algum tempo que não escrevia nada aqui...
Não que alguém vá ler isto, mas ultimamente não tenho tido o tempo nem a disponibilidade de internet para o fazer, de maneira que agora estou a fazê-lo à socapa no trabalho.
E cá estou eu a escrever no mesmo sítio, podia estar em tantos lugares, ocultos para a minha pequenez pela vastidão do mundo, mas infelizmente persisto preso à inércia da minha vida, não que tenha deixado de ansiar pela descoberta de novos lugares, pessoas e experiências, isso nunca.
Continuo a ansiar pelo dia em que alcance Machu Pichu e ofegante (devido à rarefação do oxigénio) diga bem alto "CONSEGUI!!!!!" e depois ao chegar a casa venho aqui escrever que vivo uma vida cheia de adrenalina e aventuras, tão distante neste momento.
A seguir vejo-me em Chichen Itzá absorvido pela magnificência da cultura Maia e a seguir uma viagem pelo Egipto contemplando as magníficas construções erigidas pela arte e engenho do homem.
Até lá vou desabafando aqui neste espaço os sonhos que espero realizar.

sábado, 25 de outubro de 2008

Mais um Dia


Acordo, levanto-me e ponho os pés no chão frio, qual antítese do sonho reconfortante que ornamentava o meu sono, lavo a cara com a frescura de uma água gélida que escorre da torneira aberta, preparo-me para mais um dia de trabalho, ainda a recair no sono e com pesar pela interrupção do mesmo.
Se há coisas opostas são-no com toda a certeza a realidade da minha vida e os sonhos que tenho quando durmo, ao passo que durante o dia não passo de mais um na multidão, quando as estrelas ornamentam o céu consigo desprender-me da inércia da minha vida e almejar outras conquistas, qual matrix que me tolda o espírito e me mergulha numa realidade alternativa onde as preocupações deixam de existir e a vida flui numa calma corrente sem imprevistos.
Pena dormir cada vez menos e acordar todos os dias inexoravelmente tão insignificante como um grão de areia numa praia...

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Sei lá...


Pergunta cliché das entrevistas de emprego: "Onde se vê daqui a 5 anos?"
Epá... Farto-me de matutar na resposta mas sinceramente não consigo levantar o véu e destrinçar o que o futuro me reserva, dissipar a bruma que o encobre, qual D. Sebastião numa noite de nevoeiro.
Voltando à questão eu daqui a 5 anos espero ser a mesma pessoa que sou nos dias de hoje, espero ter realizado já alguns dos meus sonhos, mas acima de tudo continuar a viver a vida de forma despreocupada, rodeado de amigos e quem sabe se já não terei encontrado a minha alma gémea se é que ela existe.
Entretanto e enquanto isso não chega, e não quero que chegue depressa, o tempo pode fluir devagar para eu poder aproveitar a vida, vou deixar mais uns bocados d mim por aí nos lugares por onde passo, nos corações das pessoas que conheço e quero continuar a espreitar e a desvendar o desconhecido que se revela a cada instante e que oculta aquilo que o amanhã desvendará.
Até lá perguntem-me: "Logo à noite cinema?" E talvez eu responda com mais certeza.

domingo, 12 de outubro de 2008

Erros


Às vezes gostava que a vida tal como as aplicações informáticas tivesse um botão de "un do", algo que nos permitisse retroceder, voltar atrás e corrigir um erro, uma decisão menos acertada, algo que nos magoou a nós a alguém que não pretendíamos ver sofrer...
Mas como a vida não é programável resta-me seguir o caminho, continuar a cometer erros, continuar a tentar corrigi-los ou pelo menos a desejar não tê-los cometido, e até que chegue o dia em que o acumular de erros faça o meu mundo desabar vou continuar por aqui, quando esse dia chegar... Quero partir para um lugar onde ninguém saiba o meu nome e então recomeçar do zero, esperando que esse não seja mais um erro que me precipite para o caos.
E então aí saberei que cometi mais um erro crasso, para juntar à infinita lista de erros que cometi, é então que espero sentar-me no chão, olhar para o céu, escutar o mundo ao meu redor e esperar não ter perdido o último comboio para casa, para o local onde possa ainda remediar alguns dos meus erros.