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segunda-feira, 9 de março de 2009

Refúgio




Porque sento-me aqui nesta rocha com a água do imenso Oceano a beijar-me afavelmente os pés, sinto-a como a tábua da salvação à qual me agarro antes de me afundar, imerso na quietude do momento.
Fito com olhar langue o horizonte e não diferencio a ténue linha que separa a esfera celeste da sua tentativa de imitação terrestre, o Mar.
A mecanicidade com que as ondas vão e vêm acalmando-me o espírito e levando com elas os meus problemas, quando se afastam, repondo-os cada vez que voltam a tocar-me, mas por breves instantes tive paz, por uma fracção de segundo retiraram-me um peso de cima dos ombros, como se Atlas pudesse por momentos abandonar o a sua hercúlea tarefa de sustentar o Mundo nos seus ombros.
Pena ser um momento tão fugaz, pena assim que abandonar este local caia sobre mim a hecatombe de problemas que me assolam o espírito.
Não descuro de qualquer das formas a importância que teve este breve lapso temporal, deu-me força e alento.
Levanto-me, o Sol cai já no horizonte, põe-se para mim, abandona-me, mas agora percebo, sei que ele vai voltar amanhã e não posso ser egoísta ao ponto de o querer a brilhar intermitentemente para mim.
Desaparece do meu campo de visão, mas sei que algures no Mundo acaba de nascer para outra pessoa.
E dou por mim a alimentar o Oceano, com as salgadas lágrimas que escorregam face abaixo, tumultuosas como as ondas que embatem nos rochedos.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Começa a Jornada!!!!

Venho da terrinha e tenho muito orgulho nisso!
Vim para Lisboa para a faculdade, que concluí recentemente, apesar de já ter tido umas incurssões na Capital e consequentemente no frenesim urbano que agita as grandes metrópoles.
É por estas e por outras que eu ainda não me rendi à vida citadina e se bem que gosto do belo do cinema e outras das comodidades que a vida nos grandes centros nos permite desfrutar, sinto que comparáveis a estas existem outras de uma infinita simplicidade, mas de igual ou ainda maior valor nas serras, recantos e campos da minha terra natal.
É precisamente neste ponto que quero focar o post de hoje, com a vida actual e embrenhados na azáfama que esta nos incute (eu próprio já sou uma vítima disto e sou também arrastado na corrente) buscamos a felicidade em bens materiais, teres e poderes de dúbia utilidade por vezes...
Posto este desabafo, deixo como conclusão uma coisa que é extremamente simples mas desperta em mim uma inexplicável sensação de paz interior, e que apesar da sua extrema simplicidade não consigo na urbe encontrar semelhante repetição, aquilo de que vos falo é o céu estrelado, não sei mas tenho especial deleite em observar o céu estrelado que a noite na terrinha me proporciona em dias de céu limpo, algo que na cidade por mais limpo que o dia esteja não consigo desfrutar, por essas e por outras sinto aquela palavra que dizm apenas existir na língua portuguesa e tnho vontade de regressar, sempre que viro costas e me ponho a caminho.
A propósito do céu estrelado, este faz-me também lmbrar uma música que a haver uma banda sonora da minha vida, ela figuraria indubitavelmente no alinhamento, é a música Yellow dos Coldplay, traduzindo refrão é qualquer coisa como "olha para as estrelas / vê como elas brilham para ti / e para tudo aquilo que fazes", eu acredito nisto e acredito que esteja onde estiver e ainda que não as consiga ver no local onde me encontro, vou sempre imaginar-me deitado sentindo o odor campestre, a olhar para o céu estrelado e a buscar no infinito do Universo a força que por vezes esmorece e me dificulta a caminhada.